Mais sobre introdução de alimentos

Gente, eu tenho esse texto salvo, mas não sei de onde tirei!!!!

Se alguém souber a fonte, por favor, deixe nos comentários que eu coloco!

NA INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS é melhor evitar sucos (pois não contém fibras). Pensem por exemplo num copo de suco de laranja, que precisa de umas 3 laranjas para ser feito. Agora pense se você comeria 3 laranjas de uma vez e pense se as comeria tão rápido quanto é capaz de tomar o copo de suco. Provavelmente não! Então mesmo sendo natural, da fruta boa, é açúcar demais de uma vez só!! (eu falei em 3 laranjas para nós e sei que para o bebê é menos, mas olha o nosso tamanho e olha o dele, a coisa é proporcional!). Sem contar que ao espremermos o suco das frutas, perdemos fibras e alguns nutrientes que se oxidam muito rápido. Não é pra ser radical e não tomar suco nunca, claro, mas se puder dar fruta ao invés de suco, muito melhor, muito mais nutritivo!! E quando o bebê é bem pequeno, é só dar a fruta amassada ou raladinha.” (resposta de Pat Feldman)

Claro que um suco tem seu valor e não deve ser proibido. Mas, na introdução dos alimentos, acho bom que a criança possa sentir melhor o sabor da fruta, sua consistência, para ampliar seu paladar. Prefira dar pedacinhos de fruta ao invés de suco. Se der suco, use pequenas quantidades e de preferência após as refeições. Crianças amamentadas entre 6 e 8 meses de idade devem receber além do leite materno 2 ou 3 refeições diárias, e crianças maiores de 8 meses devem receber pelo menos 3 refeições (WHO, 1998). O leite materno vai continuar sendo seu carro chefe. Ou seja, estaremos apenas introduzindo sabores. No inicio, é uma colherinha de nada de uma fruta só pra vermos se ela vai curtir, se vai reagir… não faça misturas nem de em excesso. Comece com frutas raspada ou amassada + um pouco de água em copinho ou colher. (tem gente que prefere começar com a papa salgada).

Comece com raspinha de duas frutas (três dias de um, três dias de outro, mas continue amamentando muito). Depois de uma semana, alterne as duas frutas (um dia uma outro dia outra) e pode entrar com mais duas (uma nova a cada três dias, devagar). Quando um alimento complementar é especificamente preparado para atender as necessidades nutricionais e fisiológicas da criança, este alimento é definido como alimento de transição. Quando os alimentos complementares oferecidos à criança são os mesmos consumidos pelos outros membros da família são chamados alimentos da família. As mães devem ser bem orientadas quanto à densidade energética do alimento complementar. Normalmente adiciona-se água a preparações pastosas como mingaus, papas, sopas e purês, com o intuito de se obter uma preparação menos viscosa, pois assim a deglutição dos alimentos pela criança é mais fácil e, conseqüentemente o tempo gasto para alimentá-la é menor. Em contrapartida, mesmo que a quantidade consumida de uma preparação mais viscosa (com menos água) seja menor, a ingestão energética é maior, principalmente se houver adição de uma fonte de gordura nesta preparação (Stephenson et al, 1994).

Crianças amamentadas no peito em livre demanda desenvolvem muito cedo a capacidade de autocontrole sobre a ingestão de alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após o jejum (período sem oferta de alimentos). Esquemas rígidos de alimentação interferem nesse processo de autocontrole pela criança.

Este aprendizado precoce é fundamental na formação das diferenças nos estilos de controle de ingestão de alimentos nos primeiros anos de vida. O tamanho da refeição está relacionado positivamente com os intervalos entre as refeições. Grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa. 

É importante que as mães desenvolvam a sensibilidade para distinguir o desconforto do bebê por fome de outros tipos de desconforto. Quais alimentos oferecer ao seu bebê? É melhor que o seu bebê receba os alimentos da família modificados. É importante saber que todos os alimentos complementares preparados para o bebê (especialmente preparados para ele ou da família modificados) devem ter densidade de energia e quantidade de nutrientes adequadas […] Portanto, evite dar sopas e mingaus ralos ao bebê porque estes tipos de preparações de alimentos têm baixa concentração de energia e nutrientes e não atendem às necessidades nutricionais da criança. Como a criança precisa receber toda a energia necessária no pequeno volume do seu estômago, se a mãe lhe der um alimento ralo, com baixa densidade de energia (baixa concentração de energia por grama de alimento), seria preciso dar um volume deste alimento em quantidade maior de que o estômago da criança pode receber para conseguir dar a quantidade certa de energia. Então, dando um alimento ralo, mesmo que a criança fique de barriga cheia e não reclame de fome, não é possível que ela receba a energia e os nutrientes de que precisa, estará mal alimentada e pode ficar desnutrida. As sopas têm pedacinhos de alimentos nutritivos, mas são diluídas e aguadas. O mingau, geralmente, é preparado ralo para facilitar que a criança nessa idade consiga comer. Logo, sopa e mingau ralo não são bons alimentos complementares e não devem ser usados na alimentação das crianças menores de 2 anos. Não cozinhe demais os legumes.

Use pouca água, fogo baixo, com panela tampada. Esfrie um pouco, amasse com garfo e transforme-os em purê. Acho importante salientar que NÃO SE DEVE OFERECER SOBREMESAS AO BEBÊ APÓS AS REFEIÇÕES, ESPECIALMENTE COM INGREDIENTES LÁCTEOS OU DERIVADOS. Também não se deve complementar as refeições salgadas rejeitadas pelo bebê com esses mesmos alimentos lácteos. EXCESSÃO APENAS AO LEITE MATERNO. Caso o bebê não coma o suficiente, se estiver em aleitamento pode mamar até que se sinta satisfeito.

Recomendações para a papa salgada

a) Cozinhar bem todos os alimentos, para deixá-los bem macios.

b) Amassar com garfo, não liquidificar e não passar na peneira.

c) A papa deve ficar consistente, em forma de purê grosso.

d) oferecer a primeira papa salgada no almoço e quando o bebê tiver 7-8 meses oferecer outra papa salgada no jantar.

Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.

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