Reportagem na "Isto é"

Reportagem antiga com a Vilma Nishi, com a pediatra humanizada Ana Paula Caldas (que teve 2 PD’s após uma desnecesárea e hoje atende partos domiciliares), e com a Heloísa Lessa, parteira tradicional do RJ.

Vale muito a leitura!

A moda do parto em casa

Cresce o número de mulheres de classe média que escolhem dar à luz em casa com parteiras sem anestesia nem intervenções médicas

CLAUDIA JORDÃO E EDU LOPES (FOTO)

PROFISSÃO REDESCOBERTA
“Coisa de doido!”. Foi essa a primeira impressão da pediatra Ana Paula Caldas Machado, 39 anos, ao ler em um site relatos de mães que preferiram ter seus filhos em casa com a ajuda de uma parteira em vez de recorrer à segurança de um hospital. Dois anos e oito meses depois, em 2004, era Ana quem dava à luz em casa. Atualmente, grávida pela terceira vez, ela também quer que o bebê nasça bem longe de um hospital. “Fiquei maravilhada com o nascimento da Lis”, diz Ana, que está no quinto mês de gestação de um menino.

Assim como Ana, cada vez mais mulheres com bom poder aquisitivo, seguro saúde e acesso aos melhores hospitais de São Paulo e Rio de Janeiro, estão preferindo parir como nossas avós. No Brasil, onde o índice de cesáreas é um dos mais altos do mundo – 80% dos nascimentos na rede hospitalar privada -, o parto com assistência de parteiras tem atraído mulheres com receio de enfrentar uma cirurgia desnecessariamente e que repudiam intervenções médicas como anestesia e episiotomia (corte na região do períneo para facilitar a saída do bebê). Nos últimos sete anos, o Rio de Janeiro sediou dois congressos internacionais sobre o assunto. E o interesse vem crescendo: “Em 2003, eu fiz cinco partos em casa, em 2006 foram 42”, diz a parteira carioca Heloísa Lessa, 46 anos. Enfermeira obstetra, ela faz partos domiciliares há 18 anos, desde que voltou de uma viagem de dois meses na Amazônia, onde isso é comum – nesse caso, por falta de opção. Ela ajudou a trazer ao mundo 144 crianças e, hoje, realiza cinco partos em casa por mês.

“Não é uma coisa de bicho-grilo, de querer ser diferente e parir de uma maneira alternativa”, diz a parteira Vilma Nishi, 53 anos. “São mulheres que acreditam na natureza e que, ao passarem por esse processo, estarão vivendo a feminilidade delas o mais intensamente possível.” Também enfermeira-obstetra, formada há 30 anos, Vilma sempre trabalhou em hospital e, frustrada com o aumento de cesáreas nas salas de parto, quase abandonou a profissão. Em janeiro de 2002 começou a atender em domicílio, em São Paulo e Campinas, e desde então ajudou 108 crianças a virem ao mundo no aconchego do lar. Um parto em casa custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

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