Parto humanizado no UOL

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Vale pela participação do excelente médico parteiro Dr Ric Jones!

“O parto domiciliar é uma modalidade de parto humanizado, algo que está se difundido no país. “O termo se refere ao movimento humanístico, que enfatiza a valorização do humano em detrimento à valorização da técnica”, explica o obstetra e ginecologista Ricardo Herbert Jones. Sob essa conceito, há diferentes procedimentos possíveis: o parto na água (que pode ocorrer na banheira da gestante ou até mesmo em um hospital), o parto de cócoras, ou, ainda, o Leboyer, em que o ambiente é preparado para o nascimento com pouca luminosidade, silêncio, banho logo após o nascimento e contato mais intenso entre mãe e bebê.

Como as modalidades podem variar, não há estimativas sobre o número de partos humanizados feitos no Brasil. Até porque não se trata de uma técnica, mas de uma forma diferente de tratar a mãe, dando-lhe mais autonomia no momento de dar à luz.



No parto humanizado, é respeitado o ritmo natural do nascimento, e não há utilização de anestesia ou medicamentos para acelerar as contrações, assim como não há corte na região do períneo para facilitar a saída do bebê. A gestante não precisa fazer a raspagem dos pelos pubianos, passar por lavagem intestinal, nem precisa ficar o tempo todo deitada. Depois do nascimento, a mãe participa do primeiro banho, do corte do cordão umbilical, e pode amamentar logo na primeira hora de vida do bebê. Outra vantagem é que não há o afastamento da família e dos amigos durante o nascimento: a gestante pode estar acompanhada o tempo todo por quem ela quiser.


A maior parte desses nascimentos acontece fora do ambiente hospitalar. “Um hospital é um local feito para abrigar pessoas doentes, portanto não é o melhor lugar para receber mulheres em pleno vigor de sua saúde e capacidade física, que estão passando por um evento fisiológico e natural”, opina Jones. Por isso, há mulheres que não fazem questão nem da presença do médico – no Brasil, toda enfermeira tem habilitação legal para fazer partos. Outra opção é contratar uma parteira tradicional ou uma doula, mulher que oferece suporte emocional, físico e espiritual às gestantes antes, durante e depois do parto.

Dor do parto



Outras críticas comuns ouvidas por quem defende o parto fora do ambiente hospitalar é que ele é muito doloroso para a gestante. Mas Jones afirma que há muitos métodos alternativos para aliviá-la, como banhos quentes, presença do marido para confortar e dar segurança, massagens, acupressura, do-in, mudança de posição, palavras de segurança e carinho.


O médico garante que as mães que passaram por esse procedimento raramente reclamam de sofrimento. “O afastamento da família, o uso de drogas potencialmente perigosas, a posição inadequada de parir e a imobilidade no leito são muito mais importantes como causadoras de dor (através do mecanismo medo-tensão-dor) do que a dilatação e as contrações em si”, justifica.
Apesar de muitos hospitais terem modificado o modo de tratar mamães e bebês, ainda são poucos os que oferecem o parto humanizado. Em geral, o custo é um pouco superior ao do parto normal (cerca de R$ 2 a R$ 3 mil a mais). Um pouco menos que o valor desembolsado por quem quer ter o filho na banheira de casa, que varia de R$ 5 a R$ 9 mil.
Para quem não pode pagar, a opção é procurar uma casa de parto (ambiente que une o conceito do parto humanizado ao respaldo de um hospital), que atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mas ainda são poucas unidades no país.
“Na verdade, é muito mais importante humanizar o hospital do que tratar de partos domiciliares, porque a imensa maioria dos nascimentos no Brasil vai acontecer no hospital”, reconhece Jones.


 
Parto normal X cesárea no Brasil em 2009


Fonte: Ministério da Saúde


Total de partos normais 1.293.993


Mortes em partos normais 188


Total de cesáreas 687.400


Mortes em cesáreas 336 “

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Uma resposta a Parto humanizado no UOL

  1. menina, eu PRE-CI-SO ler seu blog sempre!

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