Dormir com bebê é bom demais!

Esses dias a Laura deitou no chão do nosso quarto e dormiu. Sozinha. Sem choro nem nada.
Vai entender!

Mas eu estava conversando com minha sogra-mãe sobre tentar fazer a pequena dormir num colchão no chão, ao lado da nossa cama. Na verdade já tentamos isso e por diversas vezes funciona parte da noite.
Quem começou a conversa foi minha sogra, pois ela disse que o Gustavo (namorido) teve uma época, lá pelos 2 anos, que só dormia no chão.

Na verdade este post é um pequeno relato sobre nossa cama compartilhada.

Antes de engravidar, e até mesmo durante a gravidez e depois que a bebê nasceu todo mundo dá palpites sobre tudo, e sobre o sono da minha filha não foi diferente.

Até os 3 meses e meio ela “dormiu” num carrinho ao lado da nossa cama.
O dormiu está entre aspas porque ela não dormia. Ela cochilava. Era dia e noite mamando durante uns 40 minutos, aí ela cochilava por 1 hora, hora e meia no máximo e estava pronta pra outra sessão de mamá!
Aí o povo falava que meu leite era fraco, que ela chupeitava e não mamava, mas ela mamava vigorosamente, de o peito ir de um tamanho 46 pra um tamanho 40! Começava cheião e terminava murchinho…
Pra dar uma idéia, se ela dormisse durante 2 horas seguidas meu peito vazava um montão e já começava a empedrar!

Bom, ela foi nesse ritmo até 3 meses e meio, quando eu cheguei pra pediatra e pedi pelo amor de Deus um remédio (homeopático) pra ela dormir, pois eu não aguentava mais, o cansaço estava demais e eu estava no meu limite!

Ela deu uma homeopatia e funcionou! Ela passou a dormir umas 3 horas seguidas durante a noite, mas durou até o natal, quando ela teve sua primeira gripe, só dormia no colo e se eu estivesse em pé!

Foi desse jeito durante 1 mês (natal – 1º dente – 1ª roséola), acordando de hora em hora, quando decidimos que o melhor mesmo era ela dormir na nossa cama, já que nem eu nem o pai dela aguentávamos mais levantar durante a madrugada!

Foi a nossa solução!
Ela continuou acordando muito, quase de hora em hora, sempre mamando no peito, mas pelo menos eu conseguia descansar e às vezes nem chegava a acordar!
Algumas vezes ela dormia 2, até 3 horas seguidas, mas eu já estava bem mais disposta.

Até hoje ela dorme na nossa cama.
O jeito que dá certo pra gente é com a cama encostada na parede, ela dorme a maior parte da noite no canto da parede, e eu no meio, entre ela e o pai dela!

Agora que ela está maiorzinha, tem vezes que ela acorda de madrugada e não quer mamar nem nada: que o “papaiê!” Ela chama por ele, uma delícia, muito fofa, aí deita sobre ele e dorme toda esparramada no pai!

Já conversamos sobre ela dormir no próprio quarto, mas como uma psicóloga já disse certa vez, o casal só consegue tirar o bebê da cama se estiver de comum acordo, se um dos dois não quer dormir sem o bebê, não tem como!
E no nosso caso é o pai que não quer!
Até tentamos certa vez, mas no meio da madrugada ele foi lá no quartinho dela e trouxe de volta, todo bicudo, resmungando que eu não perguntei se ele queria que ela dormisse no quarto dela e ele não queria! Disse que queria acordar de madrugada e ver a bochechudinha ao nosso lado!

Eu fiquei feliz pela atitude dele, claro!

Outro ponto importante a ser tratado quando se pratica cama compartilhada ou cama familiar é a intimidade do casal. Não sou psicóloga nem nada, mas nem precisa, o fato é que com a chegada dos filhos a intimidade do casal muda, não há como negar.

Mas esse assunto rende muita encheção por parte dos palpiteiros de plantão, dizendo que não pode, que a criança fica dependente, mas isso eu já escuto faz tempo, a ladainha é a mesma (parto normal é coisa de indígena ou de pobre, que eu não ia aguentar a dor, mas já que eu aguentei, minha vagina ia ficar “alargada”, o meu peito ia cair porque amamento até hoje, a Laura vai ficar dependente e com problemas psicológicos de tanto colo, de tanto peito, por não dar chupeta, que ia ficar alienada por eu não dar doces nem refrigerantes, e que nunca vai sair da minha cama…)

Pois é, voltando ao assunto intimidade, a vida muda com a chegada dos filhos, ainda bem! É só ter criatividade, né gente? O quarto passa a ser um local de convívio familiar, não mais o local da intimidade do casal! Simples assim! Fica até melhor, de certa forma!

Mas ainda tenho esperanças de um dia ela dormir no quarto dela… talvez se um dia ela quiser dormir com o namorado (huahuahua), mas o pai dela já disse que o dia que ela trouxer um namorado ele vai dormir no meio, como nós sempre fizémos!

Enquanto esse dia não chega (não o do namorado, o dia que ela vai querer seu próprio quartinho), deixo esse link bacanérrimo da Karina do Sunglasses sobre o quarto sem berço, que muitas pessoas já aderiram e que será o quarto que a Laura vai ter, se resolver dormir sozinha!

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