Um pré-natal humanizado

Como é um pré-natal?

Bom, vou escrever sobre o meu! Certamente foi diferente da maioria!

NO CAMINHO DO PARTO HUMANIZADO TEM UM PRÉ-NATAL HUMANIZADO

Assim que me descobri grávida, devia estar com umas 8 semanas, marquei com uma médica que havia feito a cesárea de uma amiga. Super legal a médica. Pediu vários exames, deu algumas orientações pra eu não ganhar peso e quando eu perguntei se ela faria parto “normal” ela já disse: “Pra que sofrer! Ah, que coisa horrível! Hoje em dia ninguém quer mais ficar sentindo dor, a gente marca logo a cesárea que é melhor!”
Só se for melhor pra ela! Ganha o dinheiro da cirurgia, faz umas 6 cesáreas de uma única vez e fica com o fim de semana livre! Ainda fui numa segunda consulta, mas desisti…

Fui num segundo médico, indicação de uma das minhas irmãs, um fofo! Mas assim que questionei sobre parto normal ele disse: “Ah, é ótimo quando dá certo, mas depende de muitos fatores… vamos ver no final da sua gravidez, se estiver tudo bem, FAREI normal!”
Como assim “FAREI”? Quem ia parir era eu! Além do mais, olhei o mural de fotos de partos na parede dele e só tinha foto dos bebês ao lado do rosto das mães, claro indício de que ele nem sabia o que era parto normal!

O terceiro médico era um amigo da minha sogra (que é bio-médica).
Eu já estava lendo sobre parto humanizado, então me empolguei! Fui lá muito feliz, pois minha sogra disse que ele não fazia cesárea se não fosse necessário de verdade!
Com ele já fui mais direta, perguntei sobre parto humanizado e sobre as intervenções que ele fazia.
Saí de lá chorando compulsivamente pois, além de não aceitar nada do que eu propus, nem cogitar um PLANO DE PARTO, ele falou que eu iria atrapalhar o trabalho dele (desculpa aí, quem ia parir era eu, mas ELE era a estrela do show!), que o médico era ele, que ele estudou não-sei-quantos anos pra exercer a medicina e eu estava atrapalhando e colocaria a minha vida e a vida do meu bebê em risco querendo impor minha vontade! E acrescentou que parto natural é coisa de índia (ele quis dizer indígena, mas eu entendi).

O quarto médico nem vou comentar, pois ele olhou os exames, me repreendeu por não ter achado ainda um médico pra acompanhar a gestação, e ainda complementou dizendo “sorte sua que está tudo bem!”, pediu mais exames, mal olhou na minha cara e quando eu fui perguntar sobreo parto ele resumiu assim: “quando você estiver com 38 semanas eu vejo se dá pra ser normal”.

O quinto médico foi o Dr. AJ. Faz partos naturais, humanizados, poucas cesáreas (uns 30%), espera até 42 semanas. Algumas dizem que ele é meio “seco”, mas comigo ele foi bacana, ouviu atentamente tudo o que eu tinha pra falar, chorei, desabafei… e depois de tudo ele disse: “olha, eu até faria seu parto, natural hospitalar, mas não tiro férias há 5 anos, e já marquei uma viagem exatamente na semana da sua DPP (data provável de parto), e como você está chegando agora, não vou me comprometer! … MAS conheço uma pessoa que faz exatamente do jeito que você está imaginando, e EM CASA!”

Essa pessoa era a Vilma! Eu já tinha lido relatos de partos auxiliados por ela em diversos sites, já estava até com o telefone pra marcar. Saí de lá e marquei uma consulta!

Com a parteira tudo era diferente!
Ela também media a barriga, peso, pressão, essas coisas básicas, mas tanto eu como o futuro papai ganhávamos massagem relaxante e fazíamos exercícios, conversávamos sobre tudo e tirávamos TODAS as nossas dúvidas. As consultas duravam cerca de 2 horas e era uma delícia!

No caso a Vilma Nishi também é acupunturista, especialista em amamentação, terapeuta familiar, adepta da medicina oriental, misturada com antroposofia e homeopatia. Ufa! Ela trabalha!

Ela apalpava a barriga e sabia dizer a posição do bebê, se a quantidade de líquido estava boa, o tamanho e peso aproximado do bebê (se estava dentro do normal).

Eu só pedia pra ela me falar sempre que a minha filha estava cefálica, mesmo que ela ficasse pélvica! Por que se ela ficasse pélvica e eu soubesse, ficaria nervosa e o TP (trabalho de parto) não evoluiria.

No fim minha filha nasceu com 41 semanas e 5 dias de gestação, cefálica, com cordão enroladinho no pescoço. Nasceu na penumbra, não foi aspirada, não recebeu vacinas, nem vitamina K (nem oral, nem injetável), só tomou banho no dia seguinte (eu não “sangrei” no parto, ela nasceu limpinha, sem vérnix e sem sangue!), e foi pesada e medida apenas algumas horas depois, mas isso é assunto pra um outro post!

Além do pré-natal eu ganhei 15 visitas domiciliares no puerpério, com direito a remédinhos homeopáticos, chás e outros mimos! Que médico faz isso?
O seu fez? Acredito que não!

O mais legal é que o vínculo fica pra vida toda! Até hoje marcamos consulta com a parteira! Vamos lá pra conversar, fazer massagem, falar um “oi!”!

Ou então ligamos! Seja pra jogar conversa fora ou quando um de nós fica doente! Antes de ligar pra pediatra ligamos pra ela! Sempre tem uma receitinha “natureba” e alternativa para todos os sintomas e uma palavra de conforto, pra tranquilizar e nos fazer pensar melhor nos problemas.

Pensando bem, meu pré-natal continua, não acabou, continuou no parto e no puerpério…
Agora pense um pouco, reflita: como foi o seu pré-natal, parto e puerpério…

*** considerem também que eu fui uma gestante saudável, não apresentei problemas ou sintomas durante toda a gravidez; parteiras e médicos humanizados partem do princípio que toda mulher é capaz de gerar um filho e parir naturalmente, por isso o acompanhamento é individualizado e exclusivo. Se a mulher apresentar sintoma de doença, o tratamento é diferenciado, especial pra aquela família.

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Uma resposta a Um pré-natal humanizado

  1. O meu pré natal foi meio a meio. Eu fazia consultas com uma GO mensalmente e ocasionalmente com as parteiras, já no final da gravidez, disfarçada e delicadamente a GO me deu alta, pois sabia que o parto não seria com ela. Já as parteiras as consultas se intensificaram na reta final. Que delícia! Morro de saudade! Sem contar os telefonemas, e-mails…Para meu próximo filho, planejo pré-natal somente com as parteiras, que é MUITO melhor!Beijos!

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